"Escutei pela primeira vez a frase “o futuro já foi” na voz da minha mestra Yuderkys Espinosa Miñoso, que por sua vez a recupera de povos indígenas da América Central, e eu, inspirada em sua potencialidade, recupero essas palavras para pensar o feminismo como um programa moderno e branco, que já não merece mais nossa insistência."
Já era hora de Mikaelah Drullard chegar ao Brasil. A pensadora, bonita por reivindicação, tece, nas linhas desse livro, caminhos para fora dessa zona de insistência em um feminismo pétreo - e europeu - que segue favorecendo dinâmicas colonialistas. Trazendo a tona interlocuções com pensadoras antipatriarcais e antirracistas, como sua denominada mestra Yuderkys Espinosa Miñoso e sua tão companheira Ochy Curiel, Mikaelah sugere uma nova-antiga zona para as confabulações necessárias para desarmar as ideias progressistas forjadas pela intelectualidade branca, uma zona amparada na força do passado que ainda está - a força das resistências e tecnologias de vida negras, quilombolas, indígenas, travestis, não na força do futuro; na força cimarrona, não na força do monstruoso ocidental. Sem meias palavras, o livro "O feminismo já foi: confissões de uma mula", em pré-venda pela (elle/elu) edições y traduções, não tem nada a ver com um discurso dormindo num suporte de papel, é um livro vivo que é, em si, um ato de linguagem.
Com tradução de floresta e capa do coletivo oito de ouros, essa é a primeira publicação da autora em português.
No dia 26.01, Mikaelah Drullard estará com a gente às 19h na brava falando sobre esse livro, com tradução simultânea do espanhol para o português
[previsão de chegada dos livros na sua casa: início de fevereiro]
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